Afinal, o que é Due Diligence?

Se te perguntarem hoje, você sabe responder exatamente qual é a situação financeira da sua empresa? Quanto fatura, quanto lucra, quanto tem de despesas, de contas a vencer, de dinheiro para entrar? E a situação jurídica? Tem algum tipo de processo em andamento, está sob todos os aspectos dentro da lei? 

 

Pode parecer óbvio, mas muitos empreendedores não têm essa noção. Isso porque, apenas seguem o fluxo e trabalham dia após dia sem analisar e, principalmente, se planejar.

 

Empresários de sucesso sabem que para prosperar é preciso estar atento ao mercado, mas, sobretudo, conhecer sobre a empresa e ter uma noção real da situação dela. 

 

Quanto a isso, no contexto contábil, o conceito de Due Diligence representa um processo aprofundado de estudo, análise e avaliação de informações e documentos de diversos setores de uma empresa. 

 

Normalmente, esse termo é utilizado para referir-se ao relatório gerado a partir do processo de coleta de informações sobre uma empresa. São analisados aspectos contábeis, fiscais, trabalhistas, bem como a área de atuação da empresa e os sócios.

 

Através da Due Diligence, qualquer setor ou departamento de uma empresa pode ser avaliado. É como um processo de auditoria, que é realizado para analisar, investigar e diagnosticar a gestão financeira, contábil e fiscal, trabalhista, previdenciária, ambiental, jurídica, imobiliária, de propriedade intelectual, área de atuação e situação dos sócios e até mesmo tecnológica da empresa. 

 

É também uma etapa exigida nos processos de fusão e aquisição de empresas. A Due Diligence pode ajudar também a prevenir problemas e minimizar riscos e ser utilizada em processos de análises para futuros investimentos. 

 

Como funciona uma Diligência Prévia?

 

A Diligência Prévia (do inglês, Due Diligence), representa o processo de investigação de uma oportunidade de negócio. De acordo com Fernanda Gastal da contabilidade da Comece com o Pé Direito, para a realização de uma Diligência Prévia, plataformas de investimento, como a da Captable,  solicitam para a Startup a ser investida um checklist dos documentos necessários à uma boa análise, contendo balanço e demonstrações contábeis, recibo de entregas de obrigações acessórias, assim como os documentos dos sócios. Isso fará com que se conheça em detalhes a real situação da empresa antes de ações impactantes, como fusões, aquisições ou investimentos

 

O time que realiza a análise recebe os documentos, tira CNDs com o CNPJ da empresa e CPF dos sócios e, após finalizada a etapa de análises, é enviado a Due Diligence para a plataforma de investimentos. A plataforma de investimentos utiliza a mesma como apoio para decidir se a empresa qualifica-se para entrar na rodada de investimentos. Uma vez aprovada, a plataforma de investimentos disponibiliza a Due Diligence para auxiliar os possíveis investidores na hora de tomarem a suas decisões.

 

Veja aqui o Case da Captable, plataforma de Investimentos da Startse, que conta com a parceria da Comece para fazer a avaliação das startups em sua plataforma: 

 

 

Por que é importante e quando fazer Due Diligence nas empresas?

 

A Due Diligence tem como objetivo relatar às plataformas de investimentos, assim como para os próprios investidores, a real situação da empresa em questão. É um processo que visa identificar a saúde da empresa. Isso é fundamental para tomada de decisão em vários sentidos, principalmente quanto aos investimentos. Esse método permite uma visão ampla que ajuda a compreender sobre aspectos como:

 

- Posicionamento da empresa no mercado;

- Projeção da empresa para o futuro;

- Atuação e existência dos principais concorrentes;

- Situação fiscal e contábil;

- Estratégias a serem formuladas para evitar problemas financeiros;

-Descobrir fraudes que podem ter sido cometidas por fornecedores, colaboradores ou clientes;

- Expor fraquezas;

- Principais riscos relacionados ao negócio.

 

Estudos aprofundados como a Due Diligence são exigidos às empresas em casos de investimentos, venda, fusão ou incorporação do negócio. Portanto, o profissional que pensa em vender ou expandir seu negócio com a inserção de novos investidores, deve saber sobre a situação do presente momento da empresa.  

 

Nesse caso, tal procedimento deve ser adotado e acompanhado por todos os que estejam interessados na transação, isso para que o empresário conheça a fundo seu próprio negócio e os interessados na compra saibam no que estão se inserindo.

 

Realizar um processo de Due Diligence faz com que seja possível visualizar oportunidades de melhorias, otimização de processos, resolução de problemas antes mesmo que eles aconteçam. Dessa forma, prever possíveis situações de risco é mais um dos pontos positivos da técnica. 

 

O centro de uma Due Diligence está focado em navegar no universo da empresa para conhecer em detalhes a real situação da empresa, inclusive aquilo que não está aparente. Ela serve para eliminar riscos e tomar medidas prudentes, diligentes, perante um investimento. 

 

Aspectos que fazem parte do processo de Due Diligence

 

Os fatores que fazem parte da Due Diligence são: Análise Financeira, Análise Fiscal-Contábil, Análise Legal e Análise de Riscos e Seguros. Quanto mais informações sobre a empresa forem coletadas, mais aprofundado e preciso será o resultado do estudo. Assim, o empresário terá elementos concretos e baseados em dados. 

Quando realizado por consultorias especializadas através de uma consultoria contábil – a Due Diligence envolve três etapas principais, divididas entre:

 

  1. Motivação: quando é feito o mapeamento da sociedade/empresa;

  2. Prática: que é o desenvolvimento do trabalho em si;

  3. Resultado: que apresenta o que foi coletado e depende do objetivo inicial da empresa através do estudo.

 

Alguns aspectos são importantes para que a Due Diligence contábil realmente funcione. Por exemplo, focar em informações realmente relevantes, manter uma boa relação com os colaboradores da empresa responsáveis pela entrega de documentos, ter foco no objetivo e no setor a ser analisado, além de planejar e solicitar tudo o que for necessários com antecedência.

 

Vale ressaltar que, mesmo para negócios pequenos, a Due Diligence se faz muito útil e interessante. Acontece que nesse caso, a dimensão a ser explorada será menor.  

 

Sem esse processo de verificação da saúde da empresa, o empreendedor se submete a riscos futuros que podem ser muito prejudiciais. Muitos negócios quebram por problemas do passado e que poderiam ter sido solucionados e resolvidos. 

 

Para realizar uma Due Diligence, nada melhor do que começar com um planejamento financeiro empresarial. Assim, sua empresa será alavancada em todos os sentidos. Que tal contar com quem entende do assunto?