Gestão financeira em startups: estes serão seus 5 maiores desafios

A gestão financeira em startups determina se a empresa será capaz de usar seus recursos para crescer de forma sustentável. Afinal, o que todos querem é escalar, mas, para isso, é preciso ter uma base sólida e garantir a viabilidade econômica durante todas as fases do negócio.

 

É aí que entra o pesadelo dos gestores: relatórios, planilhas, extratos e trâmites burocráticos que são inevitáveis para manter a saúde financeira e acompanhar a evolução da empresa. Se você não tem familiaridade com esse universo, este artigo vai ajudar a entender a gestão financeira em startups e encontrar soluções para cuidar melhor das suas finanças.

 

Vá lendo e pensando no que se aplica ao seu negócio.

 

O que torna a gestão financeira em startups única

Fazer gestão financeira em startups é muito diferente de cuidar das finanças de uma empresa tradicional. Para começar, basta pensar no ritmo da maioria dos negócios: a empresa vai se desenvolvendo etapa por etapa, obedecendo a um plano de negócio e aumentando seus custos na mesma proporção dos ganhos. 

 

Já na startup, o crescimento é acelerado, o modelo de negócio é escalável e a situação financeira da empresa pode mudar de uma hora para outra — imagine o impacto de receber um aporte milionário e continuar com a mesma estrutura, por exemplo. Além disso, o ambiente dos negócios disruptivos é marcado pela incerteza, tornando as projeções financeiras muito mais desafiadoras. 

 

Some a isso ao fato de que a maioria dos gestores de startups não têm tempo para se dedicar às burocracias contábeis e financeiras, ou estão mais preocupados em desenvolver sua solução do que cuidar de planilhas, boletos e impostos. Mas é preciso ficar atento, pois os números e contas do negócio são a base do crescimento —  e isso também vale para as startups. 

 

Por que a gestão financeira em startups é fundamental

A gestão financeira em startups é o que garante que a empresa terá caixa para se manter e indicadores atrativos para os investidores, além de manter um crescimento sustentável, mesmo em alta velocidade. Sem um controle adequado das finanças, o cenário pode ser o inverso: resultados negativos, endividamento e falta de perspectiva.

 

Segundo um estudo da consultoria PwC Brasil, publicado no final de 2019 na Folha de S. Paulo, nove em cada dez startups acabam em falência no Brasil. O relatório aponta que a falta de dinheiro é a segunda principal razão para o fracasso dos negócios, atrás apenas da falta de compatibilidade entre a solução ofertada e o verdadeiro problema do público-alvo.

 

No caso, os problemas financeiros abrangem a dificuldade em atrair investimentos e também a falta de planejamento para utilizar os recursos do jeito certo. O número é compatível com a taxa de falência do relatório The Ultimate Startup Failure Report 2020, publicado pela Failory: 90% das startups globais falham, e os principais motivos listados são a inadimplência, precificação incorreta e planejamento equivocado.

 

Ou seja: a gestão financeira em startups é uma das áreas mais críticas — e qualquer erro pode custar a sobrevivência da empresa. 

 

5 desafios da gestão financeira em startups

Mesmo sem a menor familiaridade com a gestão financeira em startups, você precisa garantir que seu negócio tenha uma base sólida para crescer de forma sustentável. 

 

Confira os principais desafios das finanças em empresas inovadoras. 

 

1. Acompanhar o fluxo de caixa

 

O desafio da gestão financeira em startups já começa no caixa inicial modesto em comparação com as ambições do negócio. No início, os recursos são sempre limitados e o fluxo de caixa deve ser acompanhado de perto, para garantir que as receitas cubram os custos e despesas.

 

Ou seja: cada entrada e saída deve estar sob controle, não apenas no registro diário, mas também nas projeções para os meses seguintes. 

 

2. Dispor de capital de giro suficiente

 

Para evitar o saldo negativo, também é indispensável contar com um capital de giro suficiente para sustentar o ciclo financeiro do negócio — ou seja, uma reserva de recursos em caixa que garante a operação da sua startup. Quanto mais longos forem os prazos de recebimento, maior terá que ser o seu capital disponível para manter a empresa.

 

3. Ter um bom plano de contas

 

O controle das contas a pagar e a receber é outro ponto essencial da gestão financeira em startups. Ao alinhar os prazos de pagamento e recebimento, você garante que todas as obrigações serão cumpridas e evita o endividamento ou a necessidade de tomar crédito. 

 

Mas, como sabemos, é fácil se perder com os vencimentos, e a falta de controle pode até gerar prejuízos com inadimplência de clientes. 

 

4. Contabilizar custos e formar preços

 

A contabilidade de custos também costuma ser um gargalo na gestão financeira das startups, pois o ambiente de rápidas mudanças dificulta o levantamento preciso dos gastos fixos e variáveis. Além disso, é preciso ter os custos da empresa muito claros para precificar corretamente o produto ou serviço oferecido, mesmo que o intuito não seja o lucro imediato.

 

Lembre-se: ignorar os custos do negócio e formar preços com base somente no mercado e expectativas do consumidor é um erro fatal, pois a empresa precisa se sustentar para avançar no crescimento exponencial. 

 

5. Monitorar indicadores e relatórios financeiros

 

Por fim, a análise da evolução do negócio por meio de relatórios e indicadores de desempenho é um dos pontos mais importantes na gestão financeira em startups — e também o que interessa aos investidores. Por isso, é preciso dar atenção especial aos demonstrativos como DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) e balanço patrimonial, além de acompanhar KPIs financeiros estratégicos como a lucratividade, rentabilidade e margem Ebitda do negócio. 

Na linguagem do mercado financeiro, esses são os indicadores que vão determinar a atratividade da sua startup ou scale-up para o investidor, funcionando como um diagnóstico do seu potencial de crescimento.

 

Deixe sua gestão financeira com quem entende de startups

Se você não tem tempo e disposição para cuidar de todos esses trâmites, a solução é deixar sua gestão financeira na mão de profissionais que realmente entendem de startups. Afinal, não adianta contratar uma assessoria que só faz o básico e não consegue acompanhar o ritmo da sua empresa, falar a mesma língua ou usar as mesmas tecnologias. 

 

Foi pensando nisso que a Comece Com o Pé Direito criou uma solução sob medida de BPO Financeiro para startups e scale-ups. Funciona assim: todo o seu gerenciamento financeiro é terceirizado, incluindo plano de contas, projeção de fluxo de caixa, geração de relatórios, emissão de notas fiscais e boletos, conciliação bancária e muito mais.

 

Assim, você recebe todas as informações que precisa para tomar decisões, fica tranquilo em relação às rotinas e ganha tempo para se dedicar ao crescimento da sua startup. Tudo isso com os diferenciais da tecnologia, relação humanizada e atendimento online, para você cuidar das finanças sem sair do universo de inovação. 

 

Agora é com você: decida qual a melhor solução para a gestão financeira da sua startup e construa sua base para escalar.