Grandes empresas e startups: 6 lições de inovação para as corporações

As grandes empresas e startups têm em comum o objetivo de crescer e gerar valor, mas em ritmos bem diferentes.

 

Enquanto as corporações crescem de forma gradual e envolvem inúmeros processos, as startups escalam seus negócios em alta velocidade e lidam com ambientes totalmente incertos. 

 

Mesmo com suas diferenças de porte e gestão, as organizações maiores têm muito a aprender com essa pequenas notáveis, principalmente em termos de inovação, cultura e foco no cliente.

 

A seguir, vamos entender melhor a relação entre grandes empresas e startups e como essa parceria pode render um aprendizado valioso.

 

Leia com atenção e coloque as lições em prática. 

 

Diferenças entre grandes empresas e startups

 

Grandes empresas e startups são dois formatos possíveis de empreendedorismo, que seguem caminhos bastante diferentes.

 

Para começar, o foco das startups é na inovação e crescimento rápido, enquanto as corporações buscam uma evolução gradual dentro de um segmento específico, sem necessariamente oferecer um produto ou serviço revolucionário.

 

Outro ponto é que as startups não seguem a linha evolutiva linear dos negócios comuns, pois seu objetivo é a escalabilidade — ou seja, o crescimento exponencial da empresa mantendo a mesma estrutura. 

 

Também é comum que as empresas tradicionais lancem seus produtos ou serviços após um longo processo de planejamento, testes e pesquisas de mercado, enquanto as startups começam com um MVP (Minimum Viable Product, ou Produto Mínimo Viável) e vão desenvolvendo a solução a partir dos feedbacks dos clientes.

 

Além disso, a cultura das startups é muito mais aberta, experimental e horizontal — um modelo que favorece a inovação e a colaboração nas equipes. 

 

A parceria entre grandes empresas e startups 

 

Apesar das diferenças, a parceria entre grandes empresas e startups é promissora no mundo dos negócios.

 

Basta pensar que as corporações têm dificuldade de inovar devido à estrutura organizacional complexa, enquanto as startups dependem de parcerias e investimentos para levar suas ideias inovadoras adiante no mercado.

 

Logo, a união entre esses dois tipos de empresa criou uma nova tendência: o chamado Corporate Venture, que consiste em grandes corporações investindo no empreendedorismo criativo das startups e scale-ups. 

 

O conceito está diretamente relacionado à open innovation (inovação aberta), que significa  buscar o potencial inovador nas parcerias externas, em vez de trabalhar essa área apenas internamente.

 

Funciona como uma relação de ganha-ganha: as empresas investem nas startups para incorporar suas inovações e ajudam a desenvolver o mercado criativo. 

 

No caso, elas podem adquirir as startups, criar programas de incubação e aceleração ou contratar seus serviços, por exemplo.

 

6 lições que grandes empresas podem aprender com startups 

 

Graças às parcerias entre grandes empresas e startups, as corporações estão aprendendo lições valiosas de inovação. Confira algumas das principais. 

 

1. Cultura é o melhor ímã de talentos

 

As startups têm muito a ensinar sobre culturas irresistíveis, que funcionam como ímãs de grandes talentos. 

 

Quem confirma essa informação é a Product Owner (PO) e sócia da StarSe, Cláudia Backes, que participou de uma live exclusiva da Comece Com o Pé Direito no dia 25 de junho de 2020. 

 

“Pessoas não querem mais trabalhar para o seu chefe para trocar de carro no final de ano, querem trabalhar pelos seus sonhos, seus propósitos, por aquilo que elas enxergam como valor” — afirma Cláudia.

 

Logo, as empresas que querem se manter competitivas precisam oferecer uma cultura com propósito e valores alinhados aos profissionais atuais, seguindo o exemplo das startups que inauguraram esse mindset. 

 

2. O sucesso do cliente é o sucesso da empresa

 

Para Cláudia Backers, a função do customer success (ou customer centricity, como prefere chamar) é descobrir o que é sucesso para o cliente e trabalhar duro para que ele alcance esse resultado por meio dos produtos e serviços da empresa.

 

Logo, as grandes empresas precisam trocar o atendimento ao cliente pelo entendimento do cliente, a exemplo das startups que priorizam um relacionamento próximo e se preocupam em oferecer uma experiência extraordinária aos clientes. 

 

3. O feedback do cliente vem em primeiro lugar

 

Outra lição das startups é usar o feedback dos clientes para aprimorar continuamente seus produtos e serviços.

 

Para isso, Cláudia Backes recomenda fazer entrevistas, mapa de empatia, pesquisa por e-mail e qualquer outra iniciativa para ouvir o que os clientes têm a dizer e ajustar as soluções conforme suas devolutivas.

 

Lembrando que o desenvolvimento de produto deve estar 100% integrado com o sucesso do cliente, para que os produtos já nasçam adaptados às necessidades do público-alvo.

 

4. Colaboradores empoderados produzem mais

 

Outro exemplo que as corporações devem seguir é o empoderamento de colaboradores praticado pelas startups. 

 

Basicamente, os funcionários devem ter autonomia para inovar, liderar projetos e contribuir com ideias para o crescimento do negócio, agindo como empreendedores dentro da empresa.

 

Para isso, a organização deve criar processos que permitam a experimentação e a geração de insights.

 

5. Inovação vem da experimentação

 

Geralmente, as grandes corporações são cheias de obstáculos à inovação, justamente pela sua estrutura rígida e processos burocráticos.

 

No entanto, as startups já provaram que inovar é o caminho para manter a vantagem competitiva e revolucionar mercados. 

 

Logo, cabe às grandes empresas derrubar as barreiras legais, hierárquicas e processuais que impedem a experimentação e os projetos inovadores. 

 

6. Colaborar é fundamental 

 

Por fim, a colaboração é uma das lições mais valiosas das startups para grandes empresas.

 

Na prática, isso significa quebrar os silos organizacionais (departamentos isolados), criar um fluxo livre de informação na comunicação interna e integrar equipes de várias áreas em torno de um objetivo comum. 

 

Claro que isso é mais simples em equipes enxutas, mas as corporações podem recorrer à tecnologia e plataformas colaborativas para ampliar seus diálogos e criar uma cultura mais colaborativa.

 

Gerencial: contabilidade inovadora para grandes empresas e startups

 

Viu como as grandes empresas e startups se complementam e podem compartilhar seu aprendizado? 

 

Nós, da Gerencial, nos inspiramos em estratégias de crescimento das startups para desburocratizar processos e oferecer soluções completas de contabilidade consultiva para a sua empresa.

 

Para acompanhar as mudanças do mercado, criamos ainda nossa spin-off Comece com o Pé Direito para atender startups e scale-ups.

 

Se você busca uma contabilidade alinhada às tendências para simplificar sua gestão, esse é o momento de conversar com a nossa equipe