Investimentos em fintechs no Brasil: análise e perspectivas

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Com a escalada da transformação digital, os investimentos em fintechs no Brasil têm crescido a uma velocidade sem precedentes.

E as perspectivas quanto ao futuro são animadoras.

Aliado a esse movimento que visa a simplificar a burocracia e facilitar a relação com o dinheiro, há mudanças importantes também do ponto de vista regulatório.

São exemplos o Pix e o Open Banking, iniciativas do Banco Central que representam um novo marco para o sistema bancário nacional.

Quer saber como aproveitar as oportunidades de investimentos em fintechs no Brasil?

Então, siga a leitura e descubra!

Como estão os investimentos em fintechs no Brasil

Pode-se afirmar que os investimentos em fintechs no Brasil estão em forte tendência de alta.

Dados do Distrito Dataminer (relatório Fintech Mining Report) mostram que, apenas nos quatro primeiros meses de 2021, foram aportados US$ 731 milhões (cerca de R$ 3,77 bilhões) nas fintechs.

No total, foram 45 rodadas de investimento no período.

As empresas de tecnologia financeira que mais receberam recursos foram as late-stage, estágio que representa os negócios mais amadurecidos.

No topo da lista está o Nubank, que chegou a captar US$ 400 milhões (aproximadamente R$ 2 bilhões) em 2021, se tornando a instituição financeira mais valiosa da América Latina.

As fintechs (união das palavras financial e technology) despertaram o interesse de investidores ao propor soluções práticas para um público, de certa forma, mal assistido.

Com aplicativos simples, interfaces amigáveis e tarifa zero para a maioria dos serviços, essas startups estão mudando a forma como as pessoas lidam com o dinheiro.

A evolução dos investimentos em fintechs

Os investimentos em fintechs no Brasil crescem consistentemente desde os anos 2010, com destaque para o salto fenomenal a partir de 2018.

De acordo com a pesquisa do Distrito Fintech Report, as startups financeiras alcançaram a marca de US$ 4 bilhões (R$ 20,68 bilhões) em investimentos no primeiro quadrimestre de 2021, sendo US$ 1,88 bi (R$ 9,71 bilhões) somente em 2020.

Os dados históricos da pesquisa contemplam os investimentos feitos a partir de 2012 e apresentam os seguintes números:

  • 2012: US$ 0,02 bilhão
  • 2013: US$ 0,01 bilhão 
  • 2014: US$ 0,05 bilhão 
  • 2015: US$ 0,06 bilhão
  • 2016: US$ 0,18 bilhão
  • 2017: US$ 0,25 bilhão
  • 2018: US$ 0,33 bilhão
  • 2019: US$ 1,08 bilhão
  • 2020: US$ 1,88 bilhão.

O estudo mostra, ainda, que há no Brasil 1.158 startups financeiras divididas em 14 categorias, sendo:

As categorias que reúnem o maior número de fintechs são Meios de Pagamento, Crédito e Backoffice

Outra informação que chama atenção é quanto à idade das empresas: 60% do total nasceram a partir de 2016.

Ou seja, à medida que surgem novos negócios com foco em solucionar problemas financeiros, aumentam também os investimentos no setor.

O que esperar do mercado futuro de fintechs

A revolução financeira promovida pelas fintechs começou há menos de uma década e, ao que tudo indica, ainda tem muito espaço para ocupar.

A aposta dos empreendedores, que demonstrou ser uma estratégia acertada, foi em soluções financeiras simples e práticas para o dia a dia de pessoas e empresas.

Tudo se resolve pelo app, sem filas, burocracia ou dificuldades desnecessárias, privilegiando até quem nunca teve acesso a serviços financeiros formais.

Embora as fintechs focadas no consumidor final (B2C) sejam mais conhecidas, a maior parte delas (52,3%) atua no segmento B2B, atendendo demandas de empresas.

Dentro desse universo, há uma tendência de especialização das fintechs em nichos específicos, como agro, imobiliário, energia, saúde e indústria.

Outra pesquisa realizada em 2020 pela PwC mostra que a maioria das fintechs (73%) estão investindo em soluções para o Pix e/ou Open Banking.

Há, também, planos de atuação internacional: 30% das startups financeiras querem expandir suas operações além-fronteiras e estrear novos mercados, sobretudo nos Estados Unidos.

Como atrair investimentos para fintechs

Apesar dos robustos investimentos em fintechs no Brasil nos últimos anos e do surgimento de várias novas empresas, ainda há muito espaço inexplorado no mercado.

Mas para alcançar o sucesso, a startup financeira precisa escolher com critério o problema a ser solucionado. 

É preciso resolver, de fato, alguma dor do cliente.

Empreender no Brasil nunca foi uma tarefa fácil, pois há muitos obstáculos, sobretudo no regulado mercado de capitais.

Se você quer se dar bem nesse universo cheio de oportunidades (e desafios), confira a seguir algumas dicas que podem ajudá-lo a escalar o seu negócio:

Domine com profundidade o segmento

Se você descobriu uma ótima oportunidade, pretende explorá-la, mas não tem capital suficiente, precisará recorrer ao mercado.

O primeiro passo é dominar o segmento de atuação de sua startup como um especialista.

Conhecimento e envolvimento com o setor demonstram segurança aos potenciais investidores, aumentando suas chances de sucesso.

Defina com clareza a necessidade do investimento

Antes da apresentação do pitch deck, defina em detalhes a necessidade do investimento.

Por que você precisa do dinheiro? Qual montante será necessário? Como os recursos serão usados?

O investidor certamente fará perguntas do tipo e você precisará ter as respostas de “bate-pronto”.

Construa relacionamento com potenciais investidores

Pesquise também as teses de mercado dos potenciais investidores, suas preferências, localização, etc.

Sempre que puder, participe de eventos especializados no segmento de sua startup financeira.

São boas oportunidades de estabelecer relacionamentos frutíferos.

Use também as ferramentas da internet, como redes sociais, fóruns e outros instrumentos.

E, claro, esteja preparado para receber propostas de investimento, mesmo quando não estiver captando recursos.

Afinal, o investidor pode achar você mesmo antes de você procurá-lo.

Organize as finanças e a contabilidade de seu negócio

Seja qual for o segmento do seu negócio, o sucesso dependerá, necessariamente, de uma boa gestão contábil-financeira.

Portanto, organize as finanças de sua fintech, estabeleça indicadores, projeção de fluxo de caixa e estimativas de rentabilidade. 

E nessa tarefa conte com a parceria da Comece com o Pé Direito.

Prestamos consultoria contábil para startups em diferentes áreas, como fiscal, financeira e trabalhista. 

Ajudamos seu negócio a dar certo. Com um ambiente interno organizado, você certamente terá muito mais chances de desbravar as oportunidades e escalar o seu negócio.

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