Já conferiu seu fluxo de caixa hoje? Veja como acertar na gestão

fluxo de caixa0
Blog > Financeiro > Já conferiu seu fluxo de caixa hoje? Veja como acertar na gestão

fluxo de caixa é a ferramenta mais importante da gestão financeira — e é melhor você acompanhar o seu bem de perto.

Basicamente, ele reúne todas as entradas e saídas do caixa do negócio e fornece uma visão completa das movimentações financeiras.

Mais do que um instrumento de controle, também é uma forma de projetar as contas da empresa e se planejar melhor para o futuro. 

E você? Já conferiu seu fluxo de caixa hoje? 

Continue lendo e descubra como utilizar essa ferramenta no seu dia a dia. 

O que é fluxo de caixa?

Fluxo de caixa é uma ferramenta de controle financeiro que permite gerenciar todas as movimentações de dinheiro da empresa.

No dia a dia de um negócio, são registradas várias entradas e saídas do caixa, e cada uma dessas operações deve ser acompanhada de perto pela gestão. 

Alguns exemplos de entradas são o recebimento do dinheiro das vendas, pagamento de duplicatas e rendimentos de aplicações.

Já as saídas são contas a pagar de fornecedores, contas de consumo, prestações de empréstimos, salários, entre outros custos e despesas da empresa.

O conjunto dessas receitas e despesas é analisado através do fluxo de caixa, que permite verificar o saldo das operações e avaliar como anda a saúde financeira do negócio. 

Para isso, os gestores podem utilizar planilhas ou softwares específicos que geram relatórios de fluxo de caixa.

O importante é manter o controle diário, semanal, mensal e anual, de modo que as finanças estejam sempre no radar do gestor. 

Para que serve o fluxo de caixa

O fluxo de caixa é um dos principais relatórios financeiros da empresa, pois mostra exatamente o que falta e o que sobra no caixa. 

Se o gestor considerar apenas o saldo final na conta corrente do negócio no fim do mês ou o valor do faturamento, não terá uma visão clara da sua situação financeira, pois a dinâmica das receitas e despesas é que determina o desempenho das finanças. 

Por exemplo, uma empresa pode ter um excelente resultado de vendas e ainda assim continuar no vermelho se os custos e despesas estiverem muito altos — um problema facilmente identificado no fluxo de caixa.

O relatório de contas também deixa claro se o negócio está crescendo ou não, considerando o potencial de geração de caixa e lucro para sócios e acionistas. 

Além disso, podem ocorrer erros de lançamentos de entradas e saídas ao longo do mês, que passam despercebidos e geram prejuízos quando não há acompanhamento. 

No que diz respeito ao planejamento financeiro, o fluxo de caixa permite realizar projeções de receitas e despesas — uma função essencial para planejar o orçamento e pensar no futuro do negócio. 

Com as entradas e saídas detalhadas, o gestor consegue tomar decisões mais certeiras sobre investimentos, tomada de crédito, financiamentos, distribuição de recursos entre os departamentos, e qualquer outra questão financeira que exija dados concretos e precisos.

Como é feito o fluxo de caixa

Na prática, o fluxo de caixa é registrado em uma planilha ou software, de forma que o gestor possa acompanhar as entradas e saídas diariamente. 

Para iniciar o controle, você deve preencher o saldo inicial, ou seja, o valor atual do caixa. 

Depois, é só lançar as receitas e despesas conforme a movimentação financeira da empresa e ir acompanhando os resultados. 

No final do período de análise, o valor total de entrada menor o valor total de saída representa o saldo operacional da empresa.

Então, basta subtrair o saldo inicial do saldo operacional para obter o saldo final de caixa, que mostra quanto o negócio realmente tem disponível. 

Para ficar mais claro, vamos entender quais são os tipos de receitas e despesas que um negócio possui.  

Tipos de receitas

Estes são os tipos de receitas mais comuns em um negócio:

  • Receita primária: é a receita principal da empresa, que vem de sua atividade-fim. No caso de um comércio ou indústria, o dinheiro vem da venda de produtos e mercadorias, enquanto uma empresa de serviços recebe pela prestação das atividades
  • Receita secundária: é uma fonte de recursos secundária da empresa, que pode ser um produto com menos giro no comércio ou uma sobra de material vendida na indústria, por exemplo
  • Receita financeira: é toda receita oriunda de aplicações e ativos financeiros da empresa, como rendimentos de títulos de renda fixa e ganhos de capital com ações, além de juros recebidos sobre o capital próprio e descontos obtidos
  • Receita não recorrente: uma empresa também pode registrar receitas não recorrentes, como a venda de um imóvel próprio, por exemplo.

Tipos de despesas

O que chamamos genericamente de “despesas” em uma empresa pode representar vários tipos de gastos. 

São eles:

  • Custos fixos: gastos recorrentes que não variam conforme volume de produção, como o aluguel do escritório e a folha de pagamento dos funcionários
  • Custos variáveis: gastos que variam conforme o volume de produção, como a matéria-prima da produção e impostos cobrados sobre o faturamento
  • Despesas fixas: despesas administrativas fixas como o IPTU do escritório, serviços de limpeza e segurança
  • Despesas variáveis: despesas administrativas que variam conforme o resultado das vendas, como as comissões de vendedores.

Tipos de fluxo de caixa

Existem diferentes tipos de fluxos de caixa que podem ser aplicados em uma empresa.

Conheça os principais.

Fluxo de caixa simples

fluxo de caixa simples é o mais comum em pequenas empresas, pois não exige um controle muito complexo.

Ele reúne as funções mais importantes do controle financeiro, tais como:

  • Controle de entradas e saídas do caixa
  • Controle de recebimentos futuros 
  • Controle de entradas e saídas parceladas.

Com esses dados em mãos, o gestor consegue identificar onde é preciso cortar gastos, identificar necessidades de crédito, planejar o melhor momento para investimentos, negociar prazo com clientes e fornecedores e garantir o cumprimento das obrigações do negócio.

Fluxo de caixa projetado

O fluxo de caixa projetado é um dos tipos mais detalhados, pois mostra o que a empresa tem a receber e a gastar no futuro.

O formato é semelhante ao do controle de caixa diário, mas inclui as contas que ainda devem ser recebidas ou pagas, ampliando a visão do gestor. 

Por exemplo, se você tem R$ 5 mil no caixa da empresa, paga uma conta de R$ 2 mil e tem um recebimento de R$ 7 mil programado para daqui a uma semana, o saldo projetado para a próxima semana será de R$ 10 mil. 

Dessa forma, o fluxo de caixa projetado permite enxergar mais longe no controle financeiro e dá mais tempo ao gestor para corrigir possíveis erros, identificar necessidades de crédito, planejar pagamentos, entre outras ações.

Fluxo de caixa diário

O fluxo de caixa diário é útil para empresas que lidam com um grande volume de entradas e saídas diárias, como supermercados e grandes lojas do varejo.

Nesse modelo, o caixa é fechado ao fim de cada expediente e as estatísticas diárias são mais precisas, já que é necessário controlar o saldo todos os dias. 

Mas é importante ressaltar que o fluxo de caixa diário não exclui a apuração semanal, mensal e anual.

Afinal, a empresa pode ter saldo negativo em dois dias da semana e um resultado excelente em outros três — o que indica uma semana positiva, apesar dos dias no vermelho. 

Fluxo de caixa descontado

O fluxo de caixa descontado, também chamado de FDC, é utilizado para calcular o valor da empresa através das movimentações do caixa.

Ele é muito usado por empreendedores que planejam vender seu negócio em breve ou que buscam investidores, pois mostra toda a riqueza acumulada pela empresa em um determinado período. 

Por meio do FDC, o gestor consegue comprovar o potencial de geração de caixa e lucro da empresa, com base em projeções futuras.

Para isso, o método considera uma projeção do fluxo de caixa da empresa e calcula seu valor presente com base nas movimentações futuras, utilizando uma taxa de desconto. 

Por ser mais complexo, o fluxo de caixa descontado deve ser realizado com o apoio de um contador profissional. 

Vantagens de acompanhar o fluxo de caixa

Acompanhar de perto o fluxo de caixa traz inúmeras vantagens para o seu negócio.

Veja por que vale a pena adotar essa ferramenta.

Visão clara da saúde financeira

O fluxo de caixa fornece ao gestor uma visão clara e contínua da saúde financeira da empresa.

Com uma simples análise do relatório, é possível definir se o negócio está trabalhando com aperto ou folga financeira — ou seja, se está faltando ou sobrando dinheiro no fim do ciclo financeiro.

Assim, o gestor consegue tomar decisões melhores sobre os recursos da empresa e corrigir problemas antes que gerem prejuízos.

Melhora no planejamento

O planejamento financeiro da empresa depende diretamente da gestão do fluxo de caixa.

Afinal, você precisa ter uma projeção de receitas e despesas futuras para elaborar orçamentos, planejar investimentos, buscar alternativas de crédito, entre outras ações essenciais.

Quando o gestor se limita a controlar as entradas e saídas, está olhando apenas para o passado.

Mas, com o fluxo de caixa, é possível fazer estimativas e olhar para o futuro da empresa, criando uma base sólida para o planejamento estratégico das finanças. 

Análise de desempenho

As movimentações do caixa da empresa permitem analisar o ritmo de evolução do negócio.

Ao acompanhar o fluxo de caixa, você vê claramente se a empresa está crescendo, ou seja, aumentando suas receitas e lucros. 

Da mesma forma, o relatório mostra se o negócio está estagnado ou gerando custos mais altos do que deveria.

Lembrando que a análise financeira deve ser complementada com demonstrativos específicos como a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) e balanço patrimonial (BP), que consideram todas as receitas, custos e despesas.

Possibilidade de negociar prazos

O fluxo de caixa também permite que o gestor negocie melhor os prazos de pagamento e recebimento.

Por exemplo, as projeções mostram se haverá dinheiro suficiente em caixa para cumprir as obrigações, ou se é preciso negociar um prazo maior com um fornecedor.

Da mesma forma, a empresa pode buscar a redução dos prazos de recebimento para alinhar melhor as contas a pagar com as contas a receber, reduzindo a necessidade de capital de giro.

Como fazer seu fluxo de caixa em 5 passos

Se você ainda não acompanha seu fluxo de caixa, está na hora de colocar ordem nas finanças do seu negócio.

Siga os passos abaixo para começar. 

1. Liste suas receitas e despesas

O primeiro passo para fazer seu fluxo de caixa é identificar quais são as principais receitas e despesas do seu negócio.

Como vimos, existem diversos tipos de entradas e saídas em uma empresa, e você precisa saber quais se aplicam à sua realidade antes de colocá-las no papel.

2. Crie categorias

Na hora de montar o fluxo de caixa, não basta lançar as receitas e despesas aleatoriamente: é preciso classificá-las em diferentes grupos.

Para isso, você terá que criar categorias para cada tipo de receita ou despesa, pensando na forma mais simples de controlar essas movimentações. 

Por exemplo, se você tem uma empresa de serviços, pode classificar entradas de acordo com o tipo de serviço prestado.

3. Registre os custos e despesas fixos

Para facilitar suas projeções do fluxo de caixa, você pode registrar todos os custos e despesas fixas como contas a pagar nos próximos meses.

Afinal, você já sabe que terá que pagar o aluguel do escritório, serviços de contabilidade, folha de pagamento, entre outros gastos permanentes. 

4. Registre as projeções de receitas e custos variáveis

Ao contrário das contas fixas, as receitas da empresa e custos variáveis não são tão previsíveis no caixa — com exceção das empresas que trabalham com faturamento recorrente.

Por isso, você precisa fazer uma estimativa de faturamento com base no histórico de vendas na empresa e questões sazonais.

O mesmo vale para os custos variáveis como impostos e comissões, que vão depender do resultado de vendas.

Assim, você pode registrar essas projeções no seu fluxo de caixa e se planejar com base nas possíveis movimentações futuras.

5. Escolha uma ferramenta de gestão

Para acompanhar todos esses dados financeiros, você vai precisar de uma boa ferramenta para gerenciar seu fluxo de caixa.

Há quem use a boa e velha planilha, mas é muito mais fácil contar com um software específico para fazer seus lançamentos com mais precisão e gerar relatórios automáticos. 

Deixe seu fluxo de caixa com a Comece Com o Pé Direito

Se falta tempo para controlar seu fluxo de caixa, você pode deixar essa tarefa para analistas e contadores especializados.

Na Comece Com o Pé Direito, você tem acesso à solução completa de BPO Financeiro, que inclui a gestão do fluxo de caixa, gestão de contas a pagar e a receber, elaboração de relatórios financeiros, conciliação bancária, projeção orçamentária anual e muito mais.

Com o financeiro terceirizado e em boas mãos, você poderá focar no core business do seu negócio e se preocupar apenas com as decisões financeiras, que estarão muito bem embasadas pelos nossos relatórios gerenciais.

Além disso, somos especialistas em startups e scale-ups — ou seja: falamos sua língua e conhecemos a realidade da sua empresa.

E então, está pronto para acompanhar seu fluxo de caixa?

Se quiser garantir a melhor gestão, é só nos chamar para uma conversa.

Related Posts

Leave a Reply