Lucro Real vale a pena? Vantagens para empresas de tecnologia e outros nichos

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Será que optar pelo Lucro Real vale a pena?

Essa é uma dúvida comum entre gestores de startups e empresas de tecnologia que buscam um regime tributário adequado à sua realidade.

O questionamento faz todo sentido, afinal, escolher o modelo de tributação certo impacta diretamente na rentabilidade do negócio e na previsibilidade financeira.

O Lucro Real, apesar de ser mais complexo do que os demais regimes, oferece vantagens que precisam ser levadas em consideração.

Logo, compreender como funciona e para quais tipos de empresas é mais indicado contribui para um planejamento tributário eficiente.

Entenda melhor a partir de agora.

Lucro Real vale a pena?

Afinal, quando o Lucro Real vale a pena para uma empresa de tecnologia?

Para descobrir a resposta mais adequada, primeiro é preciso entender como o regime tributário funciona.

O Lucro Real é o regime geral de tributação no Brasil — há também o Lucro Presumido e o Simples Nacional, para os quais há regras específicas de enquadramento.

Tem esse nome porque calcula os impostos com base no lucro líquido ajustado da empresa, apurado de acordo com as normas contábeis vigentes.

Diferentemente do Lucro Presumido, em que a tributação ocorre sobre uma margem predefinida, no Lucro Real os principais tributos federais incidem sobre o resultado real.

Essa característica é vantajosa para empresas que têm margens de lucro mais apertadas ou que operam com variações no faturamento (e no lucro) ao longo do ano. 

Afinal, os impostos (CSLL e IRPJ) são cobrados sobre o lucro — e não sobre o faturamento ou com base na presunção de lucro.

Outro ponto positivo é a transparência.

Empresas que desejam atrair investidores ou participar de licitações podem se destacar pela adoção do Lucro Real, já que esse regime exige uma contabilidade mais rigorosa e detalhada.

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Como funciona o Lucro Real?

Pelo Lucro Real, dois impostos federais relevantes são cobrados sobre o lucro contábil ajustado: o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).

Para calcular o quanto a empresa precisa pagar de impostos, a contabilidade precisa cumprir as seguintes etapas:

Apurar o lucro (ou prejuízo) contábil

A primeira etapa consiste na escrituração detalhada de todas as movimentações financeiras, refletidas na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)

Esse processo determina o lucro ou prejuízo do período.

Promover os ajustes no lucro contábil

Para fins de tributação, algumas despesas registradas na DRE não são dedutíveis, como alimentação de sócios, brindes ou multas.

Já algumas receitas, como dividendos recebidos e reversão de provisões, são excluídas do cálculo tributável. 

Dessa forma, o lucro ajustado é calculado conforme a seguinte fórmula:

  • Lucro Ajustado = Lucro Contábil + Adições – Reduções.

Calcular o IRPJ e a CSLL

Após apuração do lucro contábil ajustado, aplicam-se as alíquotas, conforme determina a legislação:

  • IRPJ: 15% sobre o lucro até R$ 20 mil/mês, com adicional de 10% sobre o excedente
  • CSLL: 9% sobre o lucro apurado.

Quanto aos períodos de apuração, a empresa pode optar por recolher os impostos trimestralmente ou anualmente.

Caso seja anual, é preciso realizar os pagamentos mensais por estimativa, com ajuste no final do ano-calendário.

Vale lembrar que, no Lucro Real, apenas o IRPJ e a CSLL são calculados sobre o lucro

Os demais tributos, como PIS, Cofins, ISS e ICMS, continuam incidindo sobre a receita bruta.

Para quem o Lucro Real é indicado?

O Lucro Real é obrigatório para empresas com receita bruta anual superior a R$ 78 milhões ou que atuam em segmentos específicos (como o setor bancário, por exemplo).

Isso não significa que as demais empresas não possam fazer a opção.

Como se trata do regime geral, mesmo pequenos negócios elegíveis ao Simples Nacional podem escolher o Lucro Real para aproveitar benefícios fiscais.

Empresas que têm margens de lucro reduzidas, altos custos operacionais ou grandes volumes de créditos tributários costumam ser as mais beneficiadas por esse regime.

Como esses custos podem ser deduzidos da base de cálculo do imposto, o Lucro Real pode se tornar uma opção vantajosa.

Companhias que têm grande volume de despesas com insumos também podem aproveitar o regime não cumulativo do PIS e da Cofins para reduzir a carga tributária.

Benefícios do Lucro Real para empresas de tecnologia

Startups e empresas de tecnologia frequentemente possuem modelos de negócio escaláveis, nos quais os custos iniciais podem ser altos, mas o faturamento cresce com o tempo.

Nesse contexto, algumas das principais vantagens do Lucro Real são:

  • Tributação sobre o lucro efetivo: evita o pagamento de impostos sobre uma margem presumida, o que é benéfico para startups em fase inicial ou com grandes investimentos
  • Possibilidade de dedução de despesas: custos com desenvolvimento de software, aquisição de equipamentos e infraestrutura podem reduzir a base de cálculo do IRPJ e da CSLL
  • Recuperação de créditos tributários: no regime não cumulativo do PIS e da Cofins, é possível abater valores pagos em etapas anteriores da cadeia produtiva
  • Maior transparência fiscal: facilita auditorias, captação de investimentos e participação em licitações.

As vantagens, como podemos ver, são muitas, mas você precisa de uma contabilidade especializada em Lucro Real se quiser adotar esse regime para o seu negócio.

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