Pay-per-use: o que é, exemplos e como funciona o modelo

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O pay-per-use tem se tornado cada vez mais uma tendência, especialmente no setor de serviços, graças ao crescimento da demanda por eficiência e otimização do custo-benefício. 

Trata-se de um modelo de negócio baseado no pagamento pelo uso, conceito bem diferente do pagamento de tarifas fixas ou assinaturas. 

Para o cliente, sem dúvida é uma ótima opção. 

Mas e para as empresas?

Será que realmente vale a pena abrir um negócio pay-per-use

Se você tem dúvidas como essas, não deixe de ler o artigo até o final.

Vamos explicar em detalhes essa estratégia, seu funcionamento, vantagens, exemplos práticos e como gerir um negócio do tipo.

Preparado?

O que é pay-per-use?

O pay-per-use, ou “pague pelo uso” em português, é um modelo de negócios no qual os clientes são cobrados com base na quantidade de produto ou serviço que utilizam. 

Pode ser adotado nos mais diversos setores, segmentos e nichos de mercado, desde que seja possível escalonar a solução para uma entrega sob medida.

No setor de serviços, por exemplo, o pay-per-use é o inverso dos modelos tradicionais de venda, em que o consumidor paga um preço fixo independentemente do quanto utiliza.

Faz muito sentido em situações nas quais a demanda por determinada solução varia significativamente, proporcionando ao cliente pagar mais quando precisa de mais e vice-versa.

Como funciona o modelo pay-per-use?

O modelo pay-per-use funciona com base em critérios precisos de medição de consumo.

Como trata-se de um conceito amplo que pode ser aplicado a diferentes situações, sua implementação pode variar, mas no geral segue algumas etapas fundamentais, como:

  1. Medição do uso: tecnologias avançadas, como sensores e softwares, monitoram a quantidade de serviço ou produto utilizado pelo cliente
  2. Cálculo de tarifas: com base na medição, é calculado o custo correspondente ao uso por meio de unidades de medida, tempo de uso ou outro critério objetivo
  3. Faturamento: o cliente recebe uma fatura detalhada com detalhes sobre o uso e o custo associado.

Como você pode ver, o pay-per-use é um modelo justo de cobrança/pagamento pela prestação de um determinado serviço/solução. 

Usou, pagou.

Simples assim.

Vantagens do pay-per-use

O modelo pay-per-use é vantajoso tanto para os clientes quanto para as empresas que se propõem a oferecer esse tipo de solução. 

Para clientes

Para os clientes, o pay-per-use vale muito a pena, principalmente quando a demanda por tal solução não é recorrente ou apresenta oscilações relevantes. 

Assim, o cliente:

  • Paga apenas pelo que usa, evitando custos fixos e desperdício de recursos
  • Faz ajustes de acordo com a necessidade de consumo, sem a obrigação de um compromisso de longo prazo
  • Recebe faturas detalhadas sobre o consumo e os custos, facilitando a gestão financeira
  • Tem acesso a tecnologias de ponta sem a necessidade de grandes investimentos.

Para empresas

Para as empresas, principalmente startups em busca de oportunidades de crescimento, o pay-per-use também tem diversas vantagens a oferecer, como:

  • Redução da “barreira de entrada” de novos clientes, incentivando-os a experimentarem o serviço com um compromisso financeiro reduzido
  • Escalabilidade de receitas e lucros, na medida em que o uso dos serviços pelos clientes aumenta
  • Fidelização de clientes graças à flexibilidade e transparência, o que pode contribuir com a redução da taxa de cancelamento
  • Flexibilidade operacional e ajuste rápido às demandas do mercado com base na demanda real dos clientes.

Exemplos de negócios pay-per-use

O pay-per-use pode ser adaptado a diversos tipos de negócios, dos mais tradicionais aos mais inovadores e disruptivos.

Um exemplo clássico é o serviço de água e esgoto fornecido pelas concessionárias de utilidade pública.

As companhias de distribuição de energia cobram dos consumidores pelo kilowatt-hora (kWh) consumido, com a ajuda de medidores de precisão.

O mesmo ocorre com o fornecimento de água.

Os exemplos, no entanto, vão além, como veremos a seguir.

Computação em nuvem

O cloud computing é um dos tipos de pay-per-use que faz muito sentido, especialmente para empresas de TI. 

A Amazon Web Services (AWS) é uma das companhias que oferecem soluções em nuvem, por meio das quais o cliente paga pela capacidade de processamento, armazenamento e outros recursos que realmente utilizam

O Microsoft Azure é outro exemplo: fornece serviços de computação em nuvem, incluindo máquinas virtuais, bancos de dados e serviços de inteligência artificial, com preços baseados no uso.

Mobilidade urbana

O Uber, sem dúvida, é um dos principais cases de sucesso de pay-per-use no serviço de transporte sob demanda. 

Mas há outros, como o Lime, empresa de compartilhamento de patinetes elétricos que cobra dos usuários pelo tempo de uso.

Fitness e bem-estar

No segmento de cuidados com a saúde, também há exemplos de pay-per-use, como o ClassPass, empresa que oferece serviços sob medida para academias e estúdios de fitness.

Nesse modelo, os usuários compram créditos que podem ser usados para reservar aulas em locais variados, permitindo flexibilidade e acesso a diferentes tipos de exercícios.

Várias soluções em um só lugar

Algumas startups exploram o potencial do pay-per-use ao máximo e reúnem em uma única plataforma serviços diversos.

É o caso da Bewiki, de Florianópolis.

Inicialmente, a empresa oferecia apenas estúdios mobiliados e decorados para moradia ou hospedagem de curta duração com assinatura via app.

Com o tempo, passou a oferecer também serviços sob demanda nos segmentos de saúde, mobilidade e atividades de lazer.

Como gerir um negócio pay-per-use?

Gerir um negócio baseado no modelo pay-per-use exige atenção a aspectos específicos sem os quais o modelo de negócio não funciona.

Dentre os principais, podemos destacar:

  1. Tecnologia de medição precisas e confiáveis, incluindo sensores, softwares de monitoramento e sistemas de faturamento automatizados
  2. Transparência e comunicação com o cliente sobre como o uso é medido e os custos, calculados
  3. Flexibilidade e escalabilidade, características que ajudam a startup a ajustar rapidamente os serviços à demanda
  4. Modelo de precificação justo e competitivo que reflita o valor real entregue ao cliente e garanta, ao mesmo tempo, sustentabilidade financeira da empresa
  5. Gestão de dados, principalmente relacionados ao consumo dos clientes, para identificar tendências e oportunidades.

Especificamente sobre a inteligência de dados, cabe destacar que vai muito além da análise dos hábitos de compra dos clientes.

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