Faça seu planejamento financeiro para crises em 7 passos

Seu planejamento financeiro para crises é bom o suficiente para enfrentar o coronavírus? 

 

Essa é a pergunta mais importante nesse momento, pois o maior desafio das empresas será garantir sua sobrevivência e resiliência diante da paralisação econômica. 

 

Para isso, você precisa avaliar sua situação financeira, fazer projeções e tomar medidas emergenciais para garantir a superação de uma crise sem precedentes.

 

Nos próximos tópicos, mostramos o caminho para fazer seu planejamento financeiro para crises e prever todos os cenários. 

 

Leia até o fim e prepare seu caixa para o impacto. 

 

Hora de recorrer ao planejamento financeiro para crises

 

Traçar um planejamento financeiro para crises é o único caminho para enfrentar o impacto econômico do coronavírus. 

 

Atualmente, a situação é de paralisação econômica e projeção de -3,34% de retração no PIB Brasileiro, segundo o boletim Focus de abril de 2020.

 

No mundo todo, os CEOs estão se preparando para uma forte recessão: 60% acreditam que a recuperação será em forma de U (um longo período entre recessão e retomada), enquanto 22% preveem uma recessão dupla, de acordo com uma pesquisa da Young Presidents' Organization (YPO), publicada em abril de 2020 no Uol. 

 

Até então, 11% vêem o coronavírus como um risco para a sobrevivência do negócio, e 40% consideram uma ameaça grave. Em setores mais vulneráveis como hotelaria e restaurantes, o medo da falência atinge 41% dos CEOs. 

 

Além disso, a maioria dos executivos espera que a situação piore antes de melhorar, prevendo um impacto negativo nos resultados financeiros por mais de um ano. 

 

Já entre as pequenas empresas, a queda de faturamento já foi sentida por 87,5%, segundo uma pesquisa realizada pelo Sebrae e publicada na Folha em abril de 2020.

 

Ou seja: não há como fugir dos prejuízos financeiros causados pela pandemia global — mas é possível se preparar para eles.  

 

Como fazer seu planejamento financeiro para crises em 7 passos

 

O planejamento financeiro para crises deve preparar seu caixa para enfrentar meses difíceis e manter o negócio funcionando. 

 

Siga estes passos para aumentar suas chances de superação. 

 

1. Mapeie sua empresa

 

O primeiro passo para fazer seu planejamento financeiro para crises é mapear a empresa  para ter um diagnóstico da sua situação atual. Neste momento é importante identificar os índices econômicos-financeiros da empresa, Business Intelligence auxilia, e muito, nesse processo.

 

Com esse mapa pronto, você consegue identificar sua liquidez, ver saldo em caixa, obrigações (impostos, folha de pagamento, fornecedores), custos e despesas, e a previsão de recebimentos de clientes. Desta forma, consegue ver se haverá caixa para empresa. 

 

 

2. Decida como lidar com o período de quarentena

 

Há vários caminhos possíveis para atravessar o período de quarentena, dependendo do seu negócio: migrar as operações para o home office, conceder férias coletivas e fechar a empresa, reduzir a jornada e manter a empresa funcionando em horário restrito, etc. Antes de seguir com seu planejamento financeiro para crises, você precisa definir qual será a estratégia do seu negócio ou mudar sua abordagem atual. 

 

O governo está com várias medidas para evitar ao máximo o impacto econômico. Fique atento a elas e procure um especialista para melhor orientação.Para ajudar empreendedores a enfrentar a crise,  a Comece com o Pé Direito desenvolveu um guia exclusivo com as mudanças na legislação para poder prever os impactos e tomar as melhores decisões no seu negócio.

 

3. Faça a projeção do faturamento 

 

A partir da estratégia escolhida para lidar com a crise, você deve fazer uma projeção do faturamento durante a paralisação econômica (para os próximos 3 a 6 meses), com base nos resultados até então.

 

Obviamente, as vendas devem cair, e você precisa estar preparado para cobrir as despesas essenciais do negócio com uma receita menor. 

 

Neste caso, identifique seus custos e calcule o seu Ponto de Equilíbrio, assim você saberá o quanto precisa faturar para que não fique no prejuízo.

 

 

4. Corte todos os gastos que puder

 

Para dar fôlego ao caixa, é importante cortar todos os gastos que puder durante a crise do coronavírus. 

 

Esse é o momento de cancelar ou suspender temporariamente serviços não essenciais, tomar medidas para reduzir contas de consumo e limitar o uso de equipamentos e recursos, por exemplo.

 

Além disso, é importante aproveitar incentivos como a prorrogação de recolhimento de impostos e negociação de prazos para pagamento de obrigações.

 

5. Negocie com credores 

 

A crise generalizada é um momento de buscar negociação com os credores e evitar a todo custo a judicialização de dívidas.

 

A empresa pode negociar, por exemplo, uma redução, isenção ou adiamento do aluguel do imóvel comercial. 

 

Também é importante pedir mais prazo aos fornecedores e buscar renegociações com instituições financeiras. 

 

6. Priorize os colaboradores

 

Ao calcular os custos fixos, é provável que a folha de pagamento seja uma das despesas mais expressivas — e que passe pela sua cabeça a ideia de cortes de pessoal.

 

No entanto,  manter os colaboradores deve ser sua prioridade financeira na crise, pois eles são o ativo mais valioso das empresas e serão essenciais para uma recuperação rápida após a fase mais aguda. 

 

Além disso, as medidas emergenciais do governo autorizaram a redução proporcional de jornadas e salários e suspensão temporária de contratos (com direito ao benefício emergencial para os colaboradores), se for preciso aliviar os salários nos próximos meses. 

 

7. Considere o crédito emergencial 

 

Se a conta não fechar no seu planejamento financeiro para crises e seu fluxo de caixa estiver muito apertado, você pode considerar as linhas de crédito emergenciais oferecidas pelo governo.

 

Atualmente, já é possível conseguir o crédito exclusivo para folha de pagamento por até dois meses a juros de 3,75% a.a., financiando até dois salários mínimos por colaborador em micro e pequenas empresas (faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões). 

 

Comece com o pé direito: especialistas em planejamento financeiro para crises

 

Se não está fácil fazer seu planejamento financeiro para crises, você pode contar com o apoio profissional da Comece com o Pé Direito para acertar nas projeções e encontrar a melhor saída.

 

Nossa equipe de contadores está pronta para ajudar você 100% online, combinando tecnologia avançada e atendimento humanizado para oferecer as melhores soluções em consultoria contábil, fiscal, financeira e trabalhista.

 

Para garantir um planejamento financeiro para crises sob medida para o seu negócio, mande uma mensagem e aguarde o contato dos nossos especialistas.