O private equity é uma estratégia viável e atrativa de acesso a capital, um dos grandes desafios para empresas de tecnologia que querem crescer de forma acelerada e sustentável.
A modalidade de investimento é focada em empresas que já passaram da fase inicial, mas ainda têm espaço significativo para crescer.
O objetivo é claro: injetar capital, apoiar a gestão e, após um ciclo de valorização, realizar a saída com lucro por meio de venda ou abertura de capital.
Quer entender melhor como funciona e quais os critérios de investimento dos fundos de private equity? Siga a leitura!
O que é private equity?
Private equity (PE) é uma forma de investimento em participação societária de empresas em estágio mais maduro, podendo envolver tanto companhias fechadas quanto abertas (por exemplo, via operações PIPE) e incluir aquisições de controle ou participações minoritárias.
Os aportes são realizados por fundos especializados, que adquirem participação acionária e acompanham a execução do plano de criação de valor.
Diferentemente do venture capital, que se concentra principalmente em estágios iniciais, o private equity atua, em geral, após a validação do modelo de negócio, quando a empresa busca expansão, eficiência ou reestruturação.
O investimento costuma vir acompanhado de práticas de governança, profissionalização da gestão e metas de performance.
Os fundos de PE frequentemente participam do conselho de administração e podem indicar executivos ou conduzir reestruturações para melhorar resultados e preparar saídas (por exemplo, venda estratégica ou oferta pública).
Como funciona um investimento em private equity?
O ciclo de um fundo de private equity envolve captação com investidores (como fundos de pensão, bancos, family offices e pessoas físicas), análise e aquisição de participações em empresas promissoras, gestão ativa e, por fim, a saída.
Essa saída pode ocorrer de três formas principais:
- Venda da participação para outro fundo ou investidor estratégico
- Oferta pública inicial de ações (IPO)
- Recompra das ações pelos próprios fundadores.
O prazo médio de permanência de um fundo na empresa costuma variar entre 4 e 7 anos.
Durante esse período, o foco está em aumentar o valor da companhia, seja por ganho de eficiência, crescimento orgânico ou aquisições estratégicas.

O que os fundos de private equity buscam em uma empresa?
Nem toda empresa está pronta para receber um fundo de private equity.
Os investidores analisam com rigor critérios como governança, potencial de crescimento, saúde financeira e escalabilidade.
Para negócios de tecnologia, alguns pontos ganham destaque:
- Receita recorrente e previsível, como em modelos SaaS
- Capacidade de expansão nacional ou internacional
- Baixa dependência de fundadores nas operações
- Indicadores financeiros sólidos e históricos auditáveis
- Governança e transparência nos processos decisórios.
Empresas que já possuem algum nível de estrutura financeira e contábil organizada saem na frente nesse processo.
Isso inclui relatórios consistentes, KPIs bem definidos e um planejamento estratégico claro.
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Por que empresas de tecnologia atraem fundos de private equity?
Negócios digitais, SaaS, healthtechs, fintechs e marketplaces têm chamado a atenção de fundos de private equity nos últimos anos.
Essas empresas costumam apresentar margens de lucro interessantes, modelos de receita escaláveis e forte apelo de inovação.
Além disso, muitas dessas empresas ainda têm espaços inexplorados para ganho de eficiência operacional, automação de processos e ampliação de mercado, pontos que os fundos ajudam a destravar com capital e know-how.
Vale lembrar que, diferentemente de uma rodada de venture capital, o private equity envolve uma mudança significativa na estrutura societária e no nível de exigência sobre a empresa.
O que muda na rotina da empresa após um aporte de private equity?
Receber um fundo de private equity representa uma virada de chave na gestão.
A empresa passa a operar com metas claras, reuniões de conselho mais frequentes e um nível elevado de cobrança por resultados.
A cultura da empresa também pode mudar, com maior foco em performance, eficiência e accountability.
A transparência nas informações e o controle de indicadores passam a ser indispensáveis.
Além disso, áreas como financeiro, jurídico e compliance costumam ser reforçadas para garantir que a companhia esteja preparada para os próximos passos, seja uma nova rodada ou um IPO.
Como a Comece apoia empresas em fase de private equity?
Na Comece, acompanhamos empresas de tecnologia que passaram (ou estão prestes a passar) por processos de M&A, aportes de private equity e rodadas de investimento mais maduras.
Nossa atuação combina contabilidade consultiva, business intelligence e estruturação financeira para garantir que o negócio esteja pronto para atender às exigências dos investidores.
Já apoiamos diversos clientes com serviços de due diligence, estruturação de indicadores financeiros e criação de dashboards gerenciais adaptados às métricas dos fundos.
Se sua empresa está em fase de tração ou expansão, fale com a Comece e conte com um parceiro que entende o jogo e ajuda a preparar o terreno para o próximo salto.



