Tomadas de decisões: entenda a importância de se basear em dados

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As tomadas de decisões, tanto no âmbito pessoal quanto profissional, são intrínsecas à capacidade humana de raciocinar.

Quando escreveu sobre a escolha do caminho menos percorrido na floresta, Robert Frost refletia sobre como as decisões podem moldar o destino.

São elas que nos levam a aventuras e descobertas, especialmente no ambiente de negócios inovadores.

Mas, afinal, como tomar boas decisões no ambiente corporativo? Qual a relação entre tomadas de decisões e análise de dados?

Se você tem dúvidas como essas, siga a leitura e descubra como fundamentar o processo decisório e elevar seu negócio a outro patamar.

O que são tomadas de decisões?

Tomadas de decisões são processos cognitivos que julgam, classificam e selecionam uma entre duas ou mais opções disponíveis, levando em conta aspectos emocionais, pessoais e racionais.

Decidir é deliberar, resolver, emitir um juízo sobre algo ou alguma coisa com base nas informações disponíveis e nas experiências de que está decidindo.

Dentro das empresas, as tomadas de decisões devem levar em conta os objetivos e as metas organizacionais sob a luz de critérios claros e objetivos.

Trata-se de um processo que começa com a seguinte pergunta: qual problema precisa ser resolvido (ou qual objetivo precisa ser alcançado)?

A partir daí, o empreendedor deve:

  1. Reunir os dados relacionados ao problema ou objetivo em questão, considerando diferentes perspectivas
  2. Identificar as alternativas possíveis
  3. Avaliar as opções, levando em conta os prós e contras
  4. Escolher, com base na avaliação, a opção que melhor atende aos objetivos (a tomada de decisão efetivamente)
  5. Criar um plano para colocar a decisão em prática.

É importante também criar um cronograma de avaliação da decisão tomada, a fim de verificar se as medidas implementadas estão funcionando como esperado.

Caso não estejam, é preciso fazer os ajustes necessários ou reformar a decisão

Para debater mais sobre esse assunto, no episódio 17 do nosso podcast, Por Dentro do Foguete, explicamos como a análise de dados pode ser utilizada na rotina de um CFO.

Qual a importância das tomadas de decisões baseada em dados?

Tomadas de decisões baseadas em dados são muito mais assertivas e inteligentes do que escolhas infundadas ou referenciadas em suposições. 

Os dados, quando coletados e tratados do jeito certo, são como exames médicos: oferecem um raio-x da situação. 

Com base na experiência profissional, um médico até pode inferir se o paciente sofre de determinado problema, mas seria imprudência receitar qualquer tratamento sem exames.

O mesmo princípio se aplica à gestão de empresas. 

Em vez de confiar apenas na intuição ou na experiência, o CEO deve usar os dados para fundamentar seu processo decisório.

Afinal, tomadas de decisões baseadas em dados reduzem também os vieses – vale lembrar que os seres humanos são naturalmente suscetíveis a preconceitos cognitivos e emocionais que podem distorcer o processo de escolha. 

Ao utilizar dados objetivos, você anula esses vieses e promove uma abordagem mais imparcial e racional.

Além do mais, a disponibilidade de informações em tempo real, graças às ferramentas analíticas avançadas, permite uma tomada de decisão mais ágil e eficiente.

Para as startups que precisam se adaptar e se ajustar às transformações, isso faz toda a diferença.

KPIs financeiros que ajudam na tomada de decisões

Os indicadores-chave de desempenho (KPIs) são como um GPS para as tomadas de decisões. 

Se configurados do jeito certo, analisam o percurso e traçam rotas com precisão de detalhes.

A seguir, confira os principais.

LTV (Lifetime Value) 

O Lifetime Value (LTV) é um dos principais indicadores de startups. 

Sua função é indicar quanto cada cliente gera de resultados durante o tempo de relacionamento com a empresa.

Nas startups, a relação entre LTV-CAC é um indicador-chave muito usado para medir a sustentabilidade do negócio.

MRR (Monthly Recurring Revenue)

O MRR (Receita Mensal Recorrente) é um KPI financeiro cuja função é medir o faturamento dos serviços de assinatura, como os softwares como serviço (SaaS).

Sua função é calcular as receitas recorrentes que dão previsibilidade de caixa, excluindo os recebimentos esporádicos e pontuais.

GMV (Gross Merchandise Value)

Para as startups que atuam no e-commerce ou marketplace, o GMV é um dos principais indicadores para medir o volume total de produtos vendidos em determinado período.

Seu objetivo é mensurar a eficiência operacional da plataforma.

ROI (Return on Investment)

O Retorno Sobre Investimento (ROI) é um KPI financeiro usado para diferentes tipos de investimentos, inclusive em startups.

É calculado considerando o valor atual da empresa (valuation) a partir do investimento inicial.

Burn rate

O burn rate mede a taxa de queima de caixa da startup, levando em conta a velocidade com que a empresa consome o capital investido.

É um KPI financeiro muito importante, já que mostra por quanto tempo o negócio vai se sustentar até a próxima rodada de investimentos.

CAC (Customer Acquisition Cost)

O CAC (Custo de Aquisição de Clientes) é outro KPI financeiro essencial para startups, responsável por mostrar o quanto é preciso investir para conquistar novos clientes.

Todos os gastos relacionados à captação de leads devem entrar na conta, como campanhas de marketing, comissão de vendedores ou afiliados, etc. 

Como são tomadas as decisões de investimento em startups?

O investimento em startups envolve alto risco em razão da dinâmica inovadora dos modelos de negócios. 

Sendo assim, as tomadas de decisões ocorrem em etapas e diversos fatores são analisados, como:

  • Equipe
  • Problema e solução
  • Tamanho do mercado
  • Modelo de negócios e de receita
  • Capacidade de tração, etc.

Essas informações geralmente são dispostas no pitch de apresentação, cujo objetivo é chamar a atenção dos investidores.

O processo de tomada de decisão do investidor ocorre após a análise inicial e inclui:

  1. Análise da proposta de investimento da startup
  2. Due diligence para verificar se investimento está adequado ao nível de risco
  3. Negociação dos termos do investimento, que pode incluir aporte, participação societária e os direitos dos investidores
  4. Tomada de decisão — o investidor decide se investe ou não na startup.

Dashboards personalizados para melhorar sua tomada de decisão

Ao longo do post, vimos que as tomadas de decisões baseadas em dados são mais assertivas e produzem melhores resultados, especialmente em empresas de inovação. 

Mas como extrair, tratar e analisar dados relevantes para tomar boas decisões?

Você tem basicamente dois caminhos: criar sua própria estrutura de business intelligence, com ferramentas e equipes dedicadas. 

Ou terceirizar seus projetos de BI a uma empresa especialista no assunto, como a Comece, principal hub de soluções para startups e scale-ups do Brasil. 

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