Quais são os tipos de inovação e como inovar na startup

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Descobertas raras e inventos altamente tecnológicos fazem parte dos tipos de inovação, mas é importante você ter em mente que esse conceito vai além. 

No ecossistema startup, a inovação pode estar na configuração de um produto, na maneira como um serviço é ofertado ou na sutileza da experiência do cliente.

O objetivo é um só: criar vantagens competitivas difíceis de serem copiadas como estratégia de “proteção natural” à chamada concorrência perfeita.

Algumas inovações acontecem nos bastidores, sem alardes, como a melhoria de algum processo operacional.

Outras são percebidas de imediato pelo cliente.

Ao longo deste artigo, conheça alguns tipos de inovação e descubra como usá-los para modelar sua startup e alcançar a escalabilidade.

10 principais tipos de inovação

Os tipos de inovação, principalmente dentro das startup, podem ser categorizados de diferentes maneiras.

Fala-se muito em inovação disruptiva, um termo apropriado pelo marketing, mas nem toda inovação causa ruptura ou promove mudanças relevantes no fluxo dos mercados. 

Nesse contexto, a empresa de consultoria Doblin, que faz parte do grupo Deloitte, desenvolveu um estudo que classifica as principais iniciativas inovadoras em 10 grupos.

São eles:

  1. Modelo de lucro: como a startup ganha dinheiro
  2. Rede: conexões com outras organizações no processo de criação de valor
  3. Estrutura: processo de alinhamento de talento e ativos
  4. Processo: métodos ágeis e eficientes para a realização de determinado trabalho
  5. Performance do produto: funcionalidades eficazes e diferenciadas
  6. Sistema de produto: oferta de serviços e produtos complementares
  7. Serviço: suporte, assistência e aprimoramentos da oferta
  8. Canal: meios pelos quais o serviço ou produto chega ao cliente
  9. Marca: representação das ofertas e negócios
  10. Experiência do cliente: interações e envolvimento do cliente com o produto, marca ou serviço.

Para chegar a essa conclusão, a empresa de consultoria avaliou cerca de 2 mil inovações promovidas por empresas de diferentes setores.

Para facilitar a aplicação prática nas startups, esses 10 tipos de inovação podem ser agrupados em três grandes categorias:

1. Configuração

A configuração de um produto ou serviço engloba o modelo de lucro, as conexões com outras organizações, a estrutura e o processo (itens 1 a 4 da lista acima). 

A ideia é estruturar o modelo de negócio de maneira que seja possível entregar o máximo de valor ao cliente e gerar, ao mesmo tempo, o máximo de resultado para a startup e seus investidores.

2. Oferta

Os tipos de inovação que fazem parte da categoria oferta (5 e 6) tem a ver com a performance e a qualidade do produto, bem como os serviços agregados. 

Trata-se de uma inovação direcionada, visando ao aprimoramento de produtos e serviços com o objetivo de mantê-los no mercado ou aumentar seu market share.

3. Experiência

Por fim, as inovações focadas na experiência do usuário (7 a 10) envolvem suporte, canal de vendas, fortalecimento da marca e envolvimento com os clientes. 

Conforme o estudo da Doblin, os tipos de inovação dessa categoria são as mais sujeitas a interpretações do público, o que exige cuidado e atenção dos gestores em avaliar os feedbacks.

Perceba que, independentemente do tipo de inovação, o objetivo de uma startup é se destacar da multidão e criar sua própria demanda.

A inovação, portanto, pode até ser radical ao inventar algo totalmente inusitado, mas na maioria dos casos será parte integrante de um processo de evolução e aperfeiçoamento.

Outras classificações para a inovação

Além dos tipos citados acima, a inovação também pode classificada da seguinte maneira:

Incremental

Trata-se de um tipo de inovação marginal, em que ocorre o aperfeiçoamento de um produto ou serviço já existente.

A inovação incremental é muito comum nos lançamentos de aparelhos eletrônicos, como os smartphones.

Experimental

A inovação experimental tem como propósito captar as reações do cliente, avaliar feedbacks e reunir sugestões a fim de obter dados que ajudem a moldar o produto/serviço. 

Nas startups, a inovação experimental pode ser feita, por exemplo, através do MVP (Minimum Product Viable).

Aberta

O objetivo da inovação aberta (open innovation) é admitir novas ideias e sugestões no processo de criação ou aperfeiçoamento de produtos e serviços.

Dependendo do objetivo, podem ser convidados a participar do processo colaboradores de outros setores, clientes, fornecedores ou até o público em geral por meio do crowdsourcing (terceirização para a multidão).

Disruptiva

A inovação disruptiva, termo muito comum no ambiente das startups, está relacionada à quebra de paradigmas

Disrupção significa interromper o curso normal de um processo, algo, por exemplo, que as fintechs fizeram com os setores bancário e de investimentos

Como inovar na sua startup

A inovação, como você percebeu, não precisa estar relacionada a uma descoberta extraordinária ou a algum invento totalmente radical. 

Pode ser algo sutil, de bastidor, mas com impacto substancial na forma como a solução é apresentada ao cliente. 

Sendo assim, confira a seguir algumas dicas de como inovar na sua startup:

Valide suas hipóteses

Um dos primeiros passos é a validação do seu modelo de negócio

Essa fase é importante para evitar investimentos desnecessários em uma ideia aparentemente boa, mas sem o respaldo do público. 

Esteja aberto aos feedbacks

Avalie com atenção os feedbacks recebidos do público, processe as informações e use-as a favor do seu negócio. 

Há diferentes meios para isso, como as ferramentas de big data e de Business Intelligence que mapeiam o comportamento do público e capturam insights.

Não tenha medo de pivotar

A resposta do público não foi o que você esperava?

Não hesite em mudar os rumos da sua startup e pivotar, aproveitando a base já construída.

Muitas startups que hoje são gigantes da tecnologia mudaram totalmente de rota ao identificarem oportunidades melhores.

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