A governança corporativa para startups deve ser uma prática integrada à gestão desde a fase de ideação, mesmo que de forma incipiente.
À medida que a startup sobe de patamar, o nível de governança também deve evoluir até se consolidar dentro da cultura organizacional.
Quer entender melhor como funciona?
Então siga a leitura e confira algumas dicas de como implementar boas práticas de governança em seu negócio.

O que é governança corporativa para startups?
Governança corporativa para startups é um conjunto de práticas e processos integrados à agenda ESG que tem como objetivo contribuir com uma gestão mais responsável, ética e transparente.
O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) define o conceito da seguinte maneira:
“Governança corporativa é o sistema pelo qual empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas”.
Quais os princípios da governança corporativa?
Os princípios da governança corporativa são:
- Transparência: contempla a comunicação clara e objetiva de todos os atos e fatos de interesse dos stakeholders, transcendendo as informações regulatórias
- Equidade: princípio relacionado ao senso de justiça e à imparcialidade
- Prestação de contas (accountability): envolve, além das informações obrigatórias, relatórios destinados aos sócios, investidores e demais stakeholders
- Responsabilidade corporativa: atuação dos gestores em prol da otimização dos recursos e da viabilidade do negócio.
Qual a importância da governança corporativa nas startups?
A governança corporativa para startups é essencialmente importante em dois aspectos principais:
- Gestão interna, que envolve o alinhamento de interesses e expectativas entre os sócios-fundadores e a equipe
- Atração de investimentos, quando são admitidos sócios-investidores no negócio.
Na relação entre sócios, uma boa governança pode dimensionar a colaboração de cada um e evitar conflitos societários danosos à sobrevivência da startup.
Quanto à captação de recursos, uma startup que pratica a governança corporativa certamente terá a atenção de investidores que adotam como critério de investimento, por exemplo, os princípios ESG.
Como implantar governança corporativa em startups?
Para implantar a governança corporativa em startups, você deve levar em consideração o estágio de desenvolvimento em que seu negócio se encontra.
De acordo com este manual de Governança Corporativa para Startups e Scale-ups do IBGC, o processo de implementação deve ser sustentado por quatro pilares:
- Estratégia e sociedade: considera o relacionamento entre sócios como fundamental para se atingir a maturidade
- Pessoas e recursos: capital intelectual, recursos tangíveis e intangíveis
- Tecnologia e propriedade intelectual: registro de marcas e patentes, seleção das melhores ferramentas de trabalho
- Processos e accountability: bases para o crescimento consistente e sustentável.
À medida que a startup muda de fase (ideação, validação, tração e escala), a governança corporativa deve ganhar mais evidência.
Nas fases iniciais, os aspectos mais importantes são a criação de um código de conduta, acordo de sócios, proteção da propriedade intelectual, etc.
Nas fases mais avançadas, temas como estruturação de planos estratégicos, criação de conselhos e de um departamento de relação com investidores devem entrar na pauta.
Em resumo, a governança corporativa está intimamente ligada à profissionalização da startup diante dos desafios do crescimento.
Vale destacar que a profissionalização envolve também a gestão contábil e financeira, especialidade da Comece Com o Pé Direito, empresa de contabilidade focada em startups e scale-ups.